





A Integração Mensal de setembro teve como tema Responsabilidade Social e Consciência Política, propondo aos colaboradores uma reflexão sobre o Brasil que desejamos construir. Em um ano eleitoral, o encontro buscou ampliar o diálogo sobre posicionamentos políticos e responsabilidades coletivas, sem abordar questões partidárias.
A abertura foi marcada pela oração de São Francisco, seguida de uma música composta a partir das respostas dos colaboradores à pergunta O que queremos para o Brasil, trabalhada em um encontro anterior. A composição, realizada por Vitor Cafaro e Gigi, com a participação de Edman, foi apresentada coletivamente, acompanhada de piano, pandeiro e flauta, transformando os desejos e as propostas dos colaboradores em uma expressão artística compartilhada.
Na sequência, tivemos a participação da professora universitária Margarete Araújo Martins, da Universidade Federal Fluminense (UFF), pesquisadora e educadora na área da Pedagogia Social. O convite surgiu a partir de nosso encontro no Congresso Internacional de Pedagogia Social, quando chamou a atenção não apenas a relevância de suas reflexões, mas também seu envolvimento pessoal e sua coerência com as causas que defende.
Margarete trouxe reflexões sobre a importância de uma educação humanizadora, que reconheça o ser humano em sua diversidade e se mantenha aberta às necessidades do mundo. Destacou que a atuação do educador social exige a capacidade de se deixar afetar pela realidade, aliada à intencionalidade em suas ações cotidianas. Apresentou também o Projeto Pipas, compartilhando experiências e desafios de sua atuação na ampliação do acesso da população em situação de vulnerabilidade social ao conhecimento e ao ambiente universitário. Sua fala reforçou a importância de democratizar o saber e reconhecer a educação como um caminho de transformação social. Para concluir, apresentou o vídeo Guardiões da Chama, que ilustra a responsabilidade do educador em proteger e cultivar o potencial de cada criança.






Após a palestra, os colaboradores foram organizados em 11 grupos, cada um responsável por discutir uma temática relacionada aos desafios do país. Em uma dinâmica intitulada Partido Monte Azul (PMA), criada de forma lúdica, cada grupo elaborou uma proposta de governo, posteriormente apresentada em plenária. As contribuições expressaram desejos e propostas concretas para o desenvolvimento do Brasil e para a melhoria das condições de vida da população.
A Integração de setembro proporcionou um espaço de escuta, reflexão e participação coletiva, aproximando a responsabilidade social das escolhas e atitudes cotidianas. Ao compartilhar experiências, formular propostas e refletir sobre o país que desejamos, reafirmamos a importância da consciência política e do compromisso de cada um na construção de uma sociedade mais justa, participativa e humanizada.






Em paralelo ao movimento de levar o tema da conscientização pré eleições à Integração Monte Azul, um grupo de pessoas decidiu escrever o Manifesto abaixo, com a seguinte introdução:
Vivemos transformações profundas em nossa época – na vida econômica, no trabalho, na tecnologia, no clima e também nas relações – o que nos obriga a olhar com atenção para o que elas exigem da vida social. Diante das próximas eleições gerais no Brasil, esta carta expressa a preocupação de membros da Seção de Ciências Sociais, da Sociedade Antroposófica, com a questão social hoje.
Manifesto Antroposofia, Coragem e Responsabilidade
“Micael é coragem e clareza do pensar. Rafael é acolhimento e cura. O Brasil me acolheu como pessoa e com a tarefa: juntar pessoas em volta da questão social, da trimembração do organismo social. Além da experiência na Monte Azul e outras iniciativas que estou envolvida, eu vivenciei aqui também a ditadura militar. Consegui me posicionar na ação, criando pontes entre meus alunos da Escola Waldorf e as crianças da favela Monte Azul. Como antropósofa, precisa desenvolver coragem para se colocar, ir para ação. Steiner nos mostrou que precisa se envolver na política, inclusive lutar por políticas públicas essenciais.
No simpósio da Seção de Ciências Sociais fizemos um pequeno raio X da situação política, social e cultural atual. Graças a nossa preocupação, surgiu o grupo para criar o manifesto baseado nos Direitos Humanos, na dignidade humana, com premissas internacionais da ONU, da Constituição Brasileira, e dos princípios antroposóficos. Movimentou para que? A gente quer que o Brasil possa cumprir sua missão.” Ute Craemer
